SÓ QUEM É | 2
R.I.BARUERI | 3
A grande final da Série Ouro carregava enorme expectativa, já que ambos os times chegaram com muita moral após campanhas espetaculares, especialmente nos mata-matas. Porém, o equilíbrio tão aguardado não apareceu nos primeiros minutos. Mais acostumado a decisões — esta era sua oitava final — o R.I. Barueri iniciou em ritmo forte, pressionando a saída de bola do adversário e forçando erros próximos da área. A estratégia funcionou: Felipe e Guilherme aproveitaram as oportunidades e rapidamente colocaram o alvinegro em vantagem.
O Só Quem É, tomado pela ansiedade, demorou a se encontrar em quadra e só conseguiu esboçar uma reação nos minutos finais da primeira etapa, mas sem conseguir balançar as redes antes do intervalo.
Na volta, Barueri adotou uma postura mais controlada, esperando o adversário atacar para tentar matar o jogo em contra-ataques. Mas a pressão do Só Quem É cresceu, e Igor diminuiu a diferença, reacendendo a disputa e incendiando a torcida. A defesa alvinegra passou a ser muito exigida, com Juan fazendo intervenções fundamentais para manter o time à frente.
Até que, em um momento decisivo, Felipe — só podia ser ele — acertou um belo sem-pulo da entrada da área, recolocando uma vantagem confortável no placar e deixando Barueri com a mão na taça.
Os minutos finais foram dramáticos. O Só Quem É se lançou com tudo, e Heitor ainda marcou um golaço de falta no último lance. Mas já não havia mais tempo para reação.
O Registro de Imóveis de Barueri pôde enfim comemorar sua quarta conquista da Liga, encerrando um jejum de seis anos e superando o trauma de três vice-campeonatos no período. Um título maiúsculo, construído com experiência, intensidade e uma defesa que soube resistir nos momentos mais críticos.
SÚMULA DO JOGO